Por 74 votos a favor, nenhum contra e
uma abstenção, o plenário do Senado cassou nesta terça-feira (10) o
mandato do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) por quebra de
decoro parlamentar. O mandato dele se encerraria somente em 2018.
Ex-líder do governo no Senado, ele foi
preso pela Polícia Federal (PF), em novembro do ano passado, por tentar
obstruir as investigações da Operação Lava Jato ao oferecer R$ 50 mil
mensais à família de Nestor Cerveró para tentar convencer o ex-diretor
da Petrobras a não fechar um acordo de delação premiada com o Ministério
Público Federal (MPF).
Delcídio foi solto em fevereiro após
fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da
República. Ele ficou 87 dias na cadeia.
A decisão de cassar o mandato do senador
do Mato Grosso do Sul deverá ser publicada na edição desta quarta (11)
do “Diário Oficial do Senado” juntamente com um comunicado convocando o
primeiro suplente de Delcídio, o empresário sul-matogrossense Pedro
Chaves dos Santos (PSC-MS). O suplente terá até 30 dias para assumir a
cadeira de Delcídio.
Para que Delcídio perdesse o mandato,
eram necessários, pelo menos, 41 votos favoráveis. O pedido de cassação
do ex-líder do governo foi protocolado no Conselho de Ética, em
dezembro, pela Rede Sustentabilidade e pelo PPS.