Em
uma nota divulgada nesta quarta-feira (21/12), o Instituto Lula afirmou
que a "perseguição" da Operação Lava-Jato contra o ex-presidente
atingiu um "grau de loucura". Na terça-feira (20/12), o juiz federal
Sérgio Moro aceitou mais uma denúncia contra o petista, o que fez com
que Lula se tornasse réu pela quinta vez.
"A Lava-Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido
um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A
Lava-Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno
não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura
que a Lava-Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente", diz
um trecho da nota, que foi publicada na página oficial do petista no
Facebook.
Ainda no documento, o instituto
critica o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan
Dallagnol, afirmando que a operação que investiga um esquema de
corrupção na Petrobras "persegue delitos que só existem na imaginação de
Power Point de alguns promotores".
Moro é
outro que também é citado na nota. "O juiz Sérgio Moro aceita uma
denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar
manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018", conclui o
documento.
Na denúncia apresentada pelo MP e
aceita por Moro na última terça-feira (20/12), Lula é acusado de receber
propina da Odebrecht em forma de terreno de R$ 12,5 milhões para seu
instituto e do apartamento vizinho à residência em que ele mora em São
Bernardo, avaliado em R$ 504 mil. Além de aceitar a denúncia, o juiz
federal ainda determinou o sequestro da cobertura no edifício do
petista.
Também se tornaram réus o presidente
afastado do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, acusado de crimes de
corrupção ativa e lavagem de dinheiro; o ex-ministro da Fazenda Antonio
Palocci e seu assessor Branislav Kontic, por corrupção passiva e
lavagem. O advogado de Lula Roberto Teixeira e a esposa dele, Marisa
Letícia Lula da Silva, o executivo da Odebrecht Paulo Melo, o empresário
da DAG Construtora Demerval Gusmão e Glaucos da Costamarques, irmão do
pecuarista José Carlos Bumlai, são acusados de lavagem de dinheiro.